Showing posts with label znts. Show all posts
Showing posts with label znts. Show all posts

Thursday, 23 October 2025

FUTOURISMO - ZNTS e ZETS na prática.

Aceleração econômica garantida com as zonas: ZNTS e ZETS. Biguaçu desenhando o futuro, conservando sua história e acelerando a economia. 

Álvaro ORNELAS.

O Edutretenimento é a chave para a sustentabilidade da ZETS, pois eleva o valor percebido do destino. O turista que aprende se engaja, gasta mais e se torna um defensor do local, gerando um círculo virtuoso de desenvolvimento econômico qualificado e conservação ambiental.

Imagens: Condomínio Aretê, Búzios, Rio de Janeiro. 

Segundo o consultor Ornelas: "o Plano Diretor não apenas preserva, mas ativa", e este princípio é o norteia todo o crescimento. A gestão territorial moderna transcende a mera regulamentação; ela se configura como uma ferramenta vital de transformação socioeconômica. No cerne dessa capacidade está o Plano Diretor Municipal (PDM), um instrumento que, ao invés de apenas reagir ao crescimento, ativamente o projeta, direciona e qualifica. Para além de um documento legal, o PDM é a materialização de uma visão de futuro, um catalisador de oportunidades que podem, como a história de Tijucas/SC exemplifica, redefinir a vocação e o poder econômico de uma cidade.

A inovação no planejamento urbano permite que os municípios avancem em "estradas" mais complexas e interconectadas, abandonando a simplicidade do "construir e ver aonde leva" para um modelo que "prevê o futuro ao criá-lo", como preceituava o guru Peter Drucker. Esse novo paradigma se manifesta na criação de zonas estratégicas especializadas, como a Zona Náutica de Turismo e Serviço (ZNTS) e a emergente Zona Ecológica de Turismo e Serviço (ZETS).

Estas zonas não são apenas demarcações no mapa; são motores de aceleração econômica e desenvolvimento sustentável. A ZNTS capitaliza a vocação costeira, atraindo investimentos em infraestrutura náutica, hotelaria especializada e serviços de alto valor agregado, gerando empregos e impostos. Simultaneamente, a ZETS se posiciona como um modelo inovador de conservação alavancada, onde a preservação ambiental se torna economicamente autossustentável através do ecoturismo, da gastronomia de origem (permitindo o uso de agroecologia e permacultura), do lazer e entretenimento ou melhor ainda do edu-entretenimento* , do lazer. Ao integrar essas duas dimensões – a "economia azul" e a "economia verde" – o Plano Diretor não apenas preservar, mas ativa a capacidade intrínseca do território para gerar riqueza, trabalho e renda, consolidando um modelo de crescimento resiliente e atrativo para investidores e para uma população qualificada.

O que está exposto aqui para o Poder Legislativo, o Poder Executivo e a Sociedade Civil Organizada e empresários é o “mapa da riqueza resiliente”, afirma Ornelas. 

Imagens: Capilano Bridge Park, em North Vancouver. 

Ao planejar a ZNTS e a ZETS de forma coordenada, o Plano Diretor de Biguaçu demonstra uma visão estratégica de futuro, que não apenas reage à especulação imobiliária, mas a direciona para um desenvolvimento sustentável e de alto impacto. Este é o caminho para construir uma economia resiliente e diversificada, onde o azul do mar e o verde da conservação se tornam os pilares da prosperidade municipal.

A visão de futuro de Biguaçu, consolidada no novo Plano Diretor, está alicerçada em uma estratégia de desenvolvimento que abandona a passividade e abraça o planejamento proativo. A demarcação da Zona Náutica de Turismo e Serviço (ZNTS) é o motor de aceleração que garante a criação de um novo bairro e de uma centralidade moderna e náutica, impulsionando a "Economia Azul" através de marinas, condomínios e serviços de alto valor agregado. Em equilíbrio vital, a Zona Ecológica de Turismo e Serviço (ZETS) assume o papel de salvaguarda, assegurando a conservação e preservação do valioso patrimônio cultural (como a herança açoriana) e natural (ecossistemas costeiros). Ao sincronizar a inovação urbana da ZNTS com a sustentabilidade identitária da ZETS, o município estabelece um modelo de crescimento resiliente e atrativo, onde a riqueza econômica e a qualidade de vida caminham lado a lado. 

Biguaçu, assim, não apenas cresce, mas evolui de forma inteligente e integrada.

Sucesso Biguaçu !!

Álvaro Ornelas. 


Referências Bibliográficas Fundamentadas:

  • DRUCKER, Peter F. The Practice of Management. New York: Harper & Row, 1954. (Conceito de "prever o futuro ao criá-lo").

  • BRASIL. Lei Federal nº 10.257, de 10 de julho de 2001 (Estatuto da Cidade). Brasília, DF: Presidência da República. (Base legal para o PDM e instrumentos urbanísticos como zoneamento e concessões).

  • OMT. Organização Mundial do Turismo. Tourism and the Sustainable Development Goals. Madrid: OMT, 2017. (Funda o ecoturismo e o turismo como impulsionadores do desenvolvimento sustentável e da economia local).

ELKINGTON, John. Cannibals with Forks: The Triple Bottom Line of 21st Century Business. Oxford: Capstone Publishing, 1997. (Justifica a integração de fatores econômicos, sociais e ambientais no planejamento das ZETS e ZNTS).

FUTOURISMO - Eduentretenimento no PD de Biguaçu.

 

Conceito de Eduentretenimento, para o Plano Diretor. 


Álvaro Ornelas. 

Visita ao museu de forma interativa. 
Imagem: website do Vida Solidária

O termo Eduentretenimento (ou Edutainment) é um neologismo que surge da fusão das palavras Educação e Entretenimento (Education + Entertainment).

O eduentretenimento é uma metodologia, ou tipo de mídia, projetada com o objetivo central de educar através do entretenimento. Ele busca tornar o processo de aprendizagem mais leve, envolvente e interativo, fugindo dos métodos tradicionais que, muitas vezes, são percebidos como tediosos.

O entretenimento, neste contexto, não é um fim em si mesmo, mas sim a ferramenta utilizada para atrair a atenção do público, aumentar o engajamento e facilitar a retenção do conhecimento.

Princípios Fundamentais:

  1. Engajamento: O conteúdo é desenhado para capturar e manter o interesse do público de forma contínua, garantindo que a mensagem educativa seja absorvida.

  2. Imersão: Ao utilizar elementos lúdicos, narrativas envolventes ou tecnologia (como realidade virtual), o eduentretenimento promove uma imersão que minimiza as distrações e aprofunda a concentração no tema.

  3. Interação (frequentemente): Muitas formas de eduentretenimento envolvem a participação ativa do público, como jogos, quizzes ou experiências interativas, tornando o aprendizado mais dinâmico e personalizado.

  4. Diversão: O elemento de prazer e diversão é o pilar que transforma a obrigação de aprender em uma experiência positiva, o que, segundo estudos pedagógicos, favorece a retenção de informações.

Aplicações

O eduentretenimento é amplamente aplicado em diversos formatos e contextos:

  • Mídia Audiovisual: Programas de televisão educativos (ex: Vila Sésamo), documentários envolventes, e vídeos interativos.

  • Ambientes Físicos: Museus, centros de ciências, aquários e parques temáticos (como um parque ecológico com uma roda gigante que oferece uma vista e informações sobre a biodiversidade local), que proporcionam experiências de aprendizado livre e lúdico.

  • Tecnologia: Softwares educativos, aplicativos de aprendizado de idiomas (que se parecem com jogos) e video games educacionais (gamificação).

  • Educação Corporativa: Utilização de jogos, simulações ou role-playing para o treinamento e desenvolvimento de habilidades em colaboradores.

Em essência, o eduentretenimento reconhece que, em um mundo com excesso de informação e distrações, a forma mais eficaz de transmitir conhecimento é fazendo com que o aprendizado seja divertido e prazeroso.

Como exemplo práticos de inovação em uma território como o de Biguaçu, posso propor o uso do eduentretenimento nos seguintes eixos e atividades: 


Sua solicitação é excelente, pois leva o conceito de Edutretenimento para a prática, aplicando-o a contextos relevantes para o seu projeto (ZETS em Biguaçu: Ecoturismo, História Açoriana e Gastronomia).

Aqui estão exemplos práticos de como o Edutretenimento pode ser aplicado para transformar a experiência turística em cada um desses eixos, dentro de uma ZETS: 

Eixo do Projeto

Atrações Atuais (Passivas)

Estratégia de Eduentretenimento (Ativas)

Resultado da Experiência (ZETS)

Ecoturismo (Parque Municipal)

Trilha comum com placas informativas sobre a fauna e flora local.

"Trilha do Guardião da Mata": Uso de um aplicativo de Realidade Aumentada (RA) no celular. Ao apontar a câmera para uma árvore nativa ou um ponto de interesse, surge na tela um guia virtual (avatar de um índio Guarani ou de um naturalista) que explica a função ecológica daquele ser vivo ou a história de uso daquele local.

Transforma a caminhada em uma Missão Interativa, aumentando o engajamento e a conscientização ambiental.

História e Cultura (Museu, Igreja, Aqueduto)

Visita ao Museu Etnográfico Casa dos Açores e leitura de painéis sobre a colonização.

"O Enigma do Aqueduto": Um Jogo de Fuga (Escape Game) físico e narrativo que utiliza a arquitetura da Vila de São Miguel. Os visitantes, em grupo, devem decifrar enigmas históricos (relacionados ao comércio, à pesca artesanal ou à construção do Aqueduto) para avançar no roteiro turístico.

O turista não apenas vê o patrimônio, mas o Utiliza para resolver um mistério, internalizando a importância e a funcionalidade histórica de cada monumento.

Gastronomia (Vila Gastronômica)

Restaurantes que servem pratos tradicionais açorianos (peixes, pirão, etc.).

"Oficina do Sabor e da Origem": A experiência vai além da degustação. Os chefs promovem aulas práticas curtas (workshops) onde os turistas aprendem a preparar um prato açoriano utilizando ingredientes provenientes da agroecologia da ZETS e da pesca local, com destaque para a história daquele ingrediente.

Conecta o turista diretamente ao Produtor Local e à história da culinária, transformando a refeição em um Aprendizado Cultural sobre a identidade do local.

Turismo Náutico (Baía de São Miguel)

Passeios de barco simples pela Baía, com vistas das Ilhas de Ratones.

"Biólogo por um Dia": Os passeios náuticos incluem um kit interativo (prancha com visor aquático ou binóculo) e a presença de um biólogo marinho que ensina a identificar as espécies de aves migratórias e a importância ecológica dos manguezais da Baía.

O lazer náutico se torna uma Expedição Científica, educando sobre a Economia Azul e a sustentabilidade marinha de forma prática e lúdica.


Sucesso Biguaçu !!

Álvaro ORNELAS. 


Referência Bibliográfica: 

DORSEY, Leslie; KOWALCHYK, Cathy. The Future of Learning: Technology-Driven Edutainment. New York: Routledge, 2018.

FUTOURISMO: Plano Diretor é a bússola da sustentabilidade desejada.

O Plano Diretor: A Bússola Municipal para Criar o Futuro, Um Dia de Cada Vez


O futuro de uma cidade não é um destino passivamente aguardado, mas sim uma construção ativa, moldada pelas decisões tomadas no presente. Esta é a essência do planejamento territorial moderno e o valor central de um Plano Diretor Municipal (PDM) eficaz.

Conforme a máxima de Peter Drucker, o aclamado guru da administração, “A melhor forma de prever o futuro é criá-lo.” Esta frase ressoa como um chamado à ação para a administração pública: o município não pode ser espectador das transformações, mas sim o principal agente na construção do seu próprio desenvolvimento. Para Drucker, planejar a longo prazo não é sobre prever decisões futuras, mas sim sobre entender "o futuro das decisões presentes." 

Cada licença de construção, cada investimento em saneamento, e cada regra de zoneamento são decisões que, somadas, pavimentam o amanhã.

A esta visão estratégica de longo alcance, soma-se a sabedoria pragmática de Abraham Lincoln, talvez o mais impactante líder político global do século XIX, que pontuou: "O bom do futuro é que ele acontece à razão de um dia de cada vez." Essa citação nos lembra que a grande visão do futuro se concretiza através da diligência e da consistência das ações diárias.

O PDM transforma a visão de hoje em realidade amanhã, com apenas “uma canetada”, zero de investimento público. Basta a coerência entre Executivo, Sociedade Civil Organizada, Empresariado (investidores) e o Legislativo, pois o voto de cada vereador é o voto representado pelos bairros e setores econômicos.  É aqui que o Plano Diretor Municipal encontra sua razão de ser. Ele é o instrumento legal e político que incorpora as falas de Drucker e Lincoln:

Plano Diretor serve para "Criar o Futuro" (Peter Drucker): O PDM é, fundamentalmente, um exercício de criação. Ele exige que a comunidade (social), poder público (governança) e iniciativa privada (investimentos) se sentem juntos para "ver" e "apontar" o futuro desejado. Ao definir as vocações econômicas, as áreas de preservação e os eixos de expansão, ele age como um arquiteto, desenhando o município que se quer ser em 10 ou 20 anos. Ele cria o futuro, oferecendo a segurança jurídica e a previsibilidade que atraem o investimento privado, o combustível da aceleração econômica.

E o Plano Diretor é a bússola do dia-a-dia: "Um Dia de Cada Vez" (Abraham Lincoln): O Plano Diretor desmembra a grande visão em regras claras e aplicáveis no cotidiano. O zoneamento, a regulação do uso do solo e as diretrizes de mobilidade garantem que a permissão de hoje (uma nova empresa, um novo bairro) esteja alinhada com o destino final de forma sustentável, pois HOJE, 2025, está sendo pensado para o futuro municipal. 

A revisão do PDM transforma a visão grandiosa em um conjunto de ações concretas e fiscalizáveis que ocorrem "à razão de um dia de cada vez", evitando o crescimento desordenado e o desperdício de recursos.

Ao abraçar esta dupla perspectiva — a ousadia de Drucker e a persistência de Lincoln — o Plano Diretor se consolida como a bússola indispensável para a gestão pública. Ele tira a administração municipal da reatividade para colocá-la no campo da proatividade, assegurando que cada passo dado hoje seja um passo firme em direção ao futuro que a comunidade escolheu construir.

Sucesso !!


Álvaro Ornelas.